8 Hábitos Saudáveis para Crianças - Desenvolvendo Responsabilidade

no dia 25 de agosto de 2015

Como mãe de dois meninos, um adolescente e um de 7 anos, estava pensando e repensando algumas coisas referentes a minha prática.

Não sei como é isso com vocês, mas baseada em meus 13 anos de maternidade, posso dizer que tem épocas que a gente pára para fazer uma avaliação do nosso trabalho (ok! A gente nunca fica parada, mas vocês entenderam o que eu quis dizer!). Analisamos situações e "respostas" apresentadas por nossos filhos no dia-a-dia, a respeito do nosso trabalho.  Tanto aquelas que fazem nossos olhos brilharem, quanto aquelas que nos fazem querer explodir de raiva e/ou frustração com a gente mesma. Então, pensamos sobre o que está dando certo e o que precisa ser melhorado em nossa prática materna.

Dia desses, percebi que há coisas muito lindas sendo desenvolvidas em meus filhos,  valores, atitudes, hábitos  que  podem ser aperfeiçoados ainda mais se incentivados. Também vi superações que podem se anestesiar, se podadas.
Eles têm potencial e tudo vai depender da forma como eu, a mãe, vou encarar e trabalhar determinadas questões.

Num primeiro momento, a escolha de investir em uma maternidade intencional, pode dar mais trabalho, mas a base para a nossa escolha está em saber que tipo de pessoa  queremos formar.

Sendo bem prática e simples, pensei em relacionar aqui  oito responsabilidades que podem ser delegadas aos filhos todos os dias, a fim de criar hábitos saudáveis e importantes para o desenvolvimento.

hábitos saudáveis para crianças responsabilidade


Há várias atividades cotidianas que fazemos automaticamente, ou porque alguém nos ensinou ou porque em algum momento da vida aprendemos, às duras penas, sobre sua necessidade e importância.

Fizemos por várias vezes e agora fazemos sem mesmo ter que pensar sobre o assunto.
O fato é que ficou tão habitual que fazemos até por nossos filhos.
Por exemplo, arrumamos a cama da filha de 11 anos, todos os dias. Recolhemos a toalha molhada do chão, a esponja cheia de espuma e colocamos a roupa suja no cesto, do filho de 16 anos. Ou ainda, retiramos da mesa o prato usado pelo filho de 20 anos, durante o jantar. Todos os dias!!!

Quando assumimos para nós, mães, responsabilidades que deveríamos ensinar para os filhos, além de ficarmos sobrecarregadas, estamos negando a eles o direito de desenvolver bons hábitos para serem adultos responsáveis.


Ainda não estou falando sobre a distribuição de tarefas entre a família (sobre isso pretendo falar em um próximo post do assunto), estou tentando fazer uma reflexão sobre algo anterior a isso.

Talvez você tenha um filho de 3 anos. Será que ele pode, junto com você, arrumar o travesseiro da cama dele?

Talvez o seu filho, assim como o meu, tenha algum tipo de deficiência que o limite para algumas coisas, mas não para outras. E, vamos ser sinceras, a nossa tendência é fazer tudo por eles. Quem sabe ele possa colocar as meias que você está dobrando em uma "cestinha das meias para guardar", ou até mesmo guardar as meias na gaveta.

Talvez você tenha uma filha de 6 anos. Será que ela poderia colocar seu próprio prato (exceto de vidro), copo (exceto de vidro) e talheres, na pia, após o almoço?

Talvez seu filho/filha de 21 anos, que ainda mora com você, precise desenvolver o hábito de manter seus pertences limpos e organizados.

É claro que tudo tem o seu tempo. Não vamos colocar uma criança de 2 anos para arrumar a cama com perfeição de hotel 5 estrelas. Não podemos ser extremistas, para nenhum lado.

Pense comigo,  dentro da faixa etária e de desenvolvimento do seu filho, o que ele pode realizar, o que é um desafio adequado e em que atividades ele precisa da sua contribuição?

Quem está aprendendo precisa: ver como se faz, fazer junto com quem ensina, ser supervisionado enquanto faz sozinho, fazer sozinho e ser incentivado.

Filhos precisam ser ensinados.
Não podemos exigir que saibam fazer, se ainda nem mostrarmos como é que se faz. Então, mostre como fazer!

Eles estão em fase de aprendizagem então, você precisará fazer junto com eles (muitas vezes, se necessário!). Faça junto!

Eles são filhos, cada um com sua experiência de vida, idade, fase de desenvolvimento... não exija perfeição e seja moderada. Você precisará encontrar um equilíbrio na forma de cobrança, Apenas lembre-se que eles, como nós, não são perfeitos, mas são capazes. Você saberá quando algo foi malfeito por preguiça ou quando a cama deixou de ser arrumada porque seu filho está doente. Então, acompanhe o trabalho.


Eles precisam se sentir seguros, capazes, confiantes e incentivados. Permita que façam sozinhos, quando eles se sentirem preparados. E lembre-se: esteja preparada para o resultado, seja ele qual for. Elogie cada esforço.


O que eu gostaria de pensar com você é: o que estamos fazendo por nossos filhos e lhes tirando o direito de aprender?

A resposta a esta pergunta pode ser bem complexa e ir muito além de simples atividades da rotina, mas vamos começar pelas coisas simples. Por isso, vou deixar um roteiro como sugestão.

Cuidados Pessoais
1 - Cuidar da própria higiene: Lavar o rosto. Pentear cabelo. Escovar os dentes. Banho.

Casa e Família
 2 - Arrumar a cama
Guardar o pijama. Afofar o travesseiro. Esticar os lençóis e a colcha.

3 - Tirar utensílios da mesa
Prato, copo, guardanapo, talheres... jogar restos no lixo, retirar da mesa e organizar os próprios utensílios na pia ou na máquina de lavar-louças.
Oferecer-se para fazer o mesmo para outras pessoas, é uma gentileza.

4 - Organizar o banheiro após uso
Estender a toalha. Colocar roupa no cesto. Deixar frasco, sabonete e demais utensílios em seus lugares.

5 - Organizar pertences
Sempre que terminar de usar algo, guardar no devido lugar: tênis, brinquedos, eletrônicos, roupas, material escolar, copos, etc...

6- Cuidados com o animal de estimação
Alimentar. Passear. Limpeza do local.

Escola
7 - Fazer a lição de casa
Completar as lições, Rever conteúdo do dia de aula. Estudar para as provas da semana.

8 - Organizar o material na mochila
Revisar a organização do estojo e a necessidade de reposição de material. Verificar recados na agenda. Organizar material para a aula do dia seguinte.

8 Hábitos Saudáveis para Crianças - Desenvolvendo Responsabilidade
E você, como lida com essa questão da maternidade intencional e do abrir mão de algumas coisas para que seu filho aprenda a fazer sozinho?





MOPS Special Needs

no dia 20 de agosto de 2015



Se você acompanha nosso blog desde o começo (Setembro/2009), percebeu que a frequência dos posts diminuiu com o passar do tempo. 

Em parte, por causa do intenso trabalho de mãe/terapeuta/professora com um dos meus filhos, o que toma bastante tempo. Mas, um outro motivo foi meu envolvimento com uma organização ou um movimento, chamado MOPS (Mothers of Preschoolers) - Mães de crianças pequenas.

Deixe-me avisar que neste post há vários links para textos e vídeos. Recomendo que veja todos ao final da leitura, caso queira entender de fato o que estou querendo transmitir.

Foi em uma conversa virtual sobre bolos com a Cristina do blog de receitas From Our Home to Your, que conheci o MOPS. Pasmem, mas não muito, afinal mães-amigas são assim, não são? Conversam e trocam ideias sobre tudo o que lhes apetece!

Depois do dia em que nos encontramos pessoalmente para um café delicioso (que eu falei aqui), nunca mais passei um dia sequer sem pensar em como mães podem encorajar umas as outras e sobre como o peso de toda a responsabilidade e dúvidas maternas podem ser aliviadas quando mães se juntam e sobre como mães que são unidas podem fazer um mundo melhor para si mesmas, para seus filhos e para todos.


Entenda o que é MOPS

    Tudo começou quando oito mães americanas se reuniram em uma casa para conversar sobre os desafios diários da maternidade. Elas lancharam, fizeram um artesanato, riram e perceberam que isso era bom. A partir desse dia o grupo foi crescendo e se multiplicando.

   MOPS Internacional começou nos Estados Unidos em 1973, engloba quase 4000 grupos e está presente em mais de 30 países. No Brasil iniciou-se em 2009 e já temos cerca de 18 grupos que se reúnem em várias cidades nos estados de São Paulo, Paraná, Amapá, Paraíba e Rio de Janeiro (não tem no seu Estado ou na sua cidade? Que tal você começar? Veja como aqui). Em Maio deste ano tivemos nossa primeira conferência de mães no Brasil (nos EUA elas ocorrem anualmente), com a palestrante Morgan Perez.
    O MOPS oferece um tema anual para ser trabalhado nas reuniões formais que podem acontecer em salas de reuniões de escolas, igrejas, centros comunitários, consultórios, salão de condomínio ou em casas.
    As reuniões oferecem encorajamento, reflexões, dicas, palestras práticas de orientação, atividades criativas e nutrição espiritual e emocional.
  Também fazemos reuniões informais, afinal, estreitamos relacionamentos e temos a liberdade de procurar uma a outra, sempre. 
Quem pode participar?
   Toda mãe! Gestante. Mãe de criança até 11 anos. Mãe da cidade ou da zona rural. Mãe que trabalha fora ou que trabalha dentro. Mãe adolescente e mãe senhora. Mãe casada, solteira ou viúva. Mãe com alto nível de formação acadêmica e mãe sem estudo. Mãe de todas as religiões, idades e condições. Embora a base de princípios do MOPS seja cristã, não é preciso ser de uma igreja para participar das reuniões. Afinal, nós conversamos sobre aquilo que nos une! 


Certo dia conversava com meu amigo Marcelo Amorim (sim, aquele da Banda Resgate!) sobre as dificuldades que estava passando como mãe de uma criança com deficiência, principalmente as relacionadas aos direitos e acessibilidade, começamos a falar também sobre outras realidades (de outras mães) e o quão difícil é enfrentar isso tudo. Saí da casa dele com uma ideia que ao mesmo tempo era desafiadora e empolgante: fui incentivada a juntar o trabalho que já realizava no MOPS, com o conhecimento sobre a realidade das famílias de pessoas com deficiências.
Foi assim que em Maio de 2014, iniciamos o MOPS Special Needs, para receber mães de crianças com qualquer tipo de deficiência e tratar de assuntos e necessidades específicos desse grupo (por isso o nome Special Needs). Temos  passado por um período de ajuste no formato e todos os dias alcançamos mães que buscam por apoio.

Essa semana nossa ideia foi exposta ao mundo através do blog Hello Dearest, do MOPS Internacional. 
Veja o artigo clicando aqui ou na imagem abaixo.

Para mim foi uma surpresa muito agradável e espero com isso que muitos outros grupos se formem e muitas e muitas mães sejam abraçadas e encorajadas a viverem plenamente.








Coragem para ser honesta consigo mesma e com Deus

no dia 5 de agosto de 2015

Coragem para ser honesta consigo mesma e com Deus!


A experiência da maternidade nos traz situações de diversos tipos, inclusive contrastantes.

Momentos de ternura e muita fofura em que parece haver um balãozinho acima da nossa cabeça, como nos quadrinhos, dizendo: ownnn!!!

Momentos de loucura, em que toda a nossa doçura parece ter sido apenas um sonho e o balãozinho seria algo do tipo: zoom! Ploft! Arghhh! Ou mesmo de pensamentos impublicáveis!

Momentos de muita clareza e determinação, em que somos firmes em nossa postura, decisões e formas de agir. Balãozinho: !!!

Momentos de total indecisão, confusão, sensação de falta de sabedoria diante alguma situação, justamente, naquelas que podem influenciar muitíssimo a vida dos nossos filhos. Balãozinho: ¿ ¿ ¿???
Em todas essas situações, quais são os sentimentos que invadem nosso coração?

Como mulheres, é importante que saibamos que tudo isso é natural do ser humano, todas iremos passar por situações que se encaixam nos exemplos acima. Quando somos sinceras conosco temos condições de buscar por ajuda. E, se precisamos de sabedoria para cada uma delas, é importante lembrar que temos a liberdade de sermos transparentes com Deus.
"Se vocês não souberem lidar com a situação por falta de sabedoria, orem ao Pai. É com muita alegria que Ele os ajudará!" (Tiago 1:5a)

Como mães, é importante que ajudemos nossos filhos a compreender que orar não significa dizer a Jesus o que pensamos que Ele gostaria de ouvir, a fim de buscar aprovação.
Orar é ser verdadeiro com Jesus. Não precisamos temer sua rejeição. Na oração podemos agradecer e também pedir. Pedir benção e direção. Pedir perdão ao fazer uma má escolha. Pedir ajuda para controlar seus impulsos. Pedir conforto em situações de medo e tristeza.

Que sejamos corajosas para sermos honestas conosco e com Deus. E, se faltar coragem para isso, que tal reler o texto e imprimir esse banner para colocar ao lado do seu espelho?!

Um abraço de mãe para mãe!


Oração de Mãe

no dia 3 de agosto de 2015


Hoje faz 13 anos que Deus me deu a oportunidade de começar a entender o que significa a maternidade. Desde então, a minha dependência de Deus (que é Pai!), é uma verdade que se manifesta a cada dia, assim como as misericórdias Dele que se renovam. 
Na imagem, uma oração que resume o que tenho buscado, considerando toda a minha imperfeição.





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