Filme “Mamãe - operação balada” – pitacos de um pai

no dia 20 de julho de 2015





No fim de semana, minha esposa, meu filho mais velho e eu assistimos à comedia “Mamãe operação balada” (Moms' Night Out). Rimos bastante com as situações inusitadas... Foi um bom tempo de diversão em família.

O filme mostra a tentativa de algumas mães (já quase enlouquecidas por sua missão) de tirar uma noite para se divertirem e relaxarem, enquanto os pais cuidarão das crianças. Claro que não acontece nem uma coisa nem outra... Acontecem as mais loucas situações e, de uma forma divertida, o filme trata das frustrações de pais e, principalmente, de mães, que não conseguem atingir o ideal de família perfeita com que sonharam.

No domingo pela manhã, em nosso tempo de reflexão sobre a Bíblia, propus conversarmos um pouco sobre as aflições da vida, usando as percepções sobre o filme e o texto de João 16:33, no qual Jesus afirma a seus discípulos que eles passariam por aflições neste mundo.

Durante esse tempo, coloquei para a família uma percepção que tenho tido sobre pais e mães. 

Não tenho formação ou competência para afirmar que tal percepção é correta. Na verdade, ela é apenas resultado de observação e, por isso, trata-se de um pitaco.


Acho que a maioria das pessoas concorda que a tarefa de criar e educar filhos não é simples. 


Não existe uma “receita de bolo” para isso, até porque cada criança é única, e as frustrações são inevitáveis. 


Pois bem, dentro dessa missão que recebemos, tenho a percepção e, acho que o filme retrata isso muito bem, que as mães têm uma tendência a exagerar ou supervalorizar os problemas e os pais tem a tendência de minimizar ou desprezar problemas.


Em outras palavras, geralmente, enquanto as mães tendem a enxergar mil e um problemas na formação, no desenvolvimento e na criação de seus pequenos, colocando uma pressão enorme sobre si mesmas na tentativa de solucioná-los, os pais tendem a não enxergar problema nenhum e a terem um inércia gigantesca para se moverem e tomarem atitudes.


Ressalto que é apenas uma percepção, um pitaco. Você pode concordar ou não. Supondo que concorde, acho necessário buscar um equilíbrio nessa história. 

Para isso, é fundamental a participação ativa de ambos, o que significa que os homens terão que ouvir, refletir e “colocar a mão na massa”.

Sempre que minha esposa propõe uma conversa sobre a educação de nossos filhos, colocando para fora suas frustrações e sentimentos, tenho o cuidado de não minimizar as situações. 

Acho que uma boa conversa, sincera e franca, nos permite olhar com mais clareza, percebendo que pontos devem ser atacados e também aquilo que “dá para deixar passar”.


Não é ciência exata, não há fórmulas mágicas. Portanto, cabe a pais e mães buscar e construir juntos! 

A tarefa é árdua, mas é gratificante e cheia de alegrias também!

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Este texto faz parte do marcador "Reflexões Dele"
Marido da Alessandra, pai de dois meninos.


Aqui você pode assistir ao trailler do filme.




Nutrição emocional de mãe e filho autista

no dia 18 de junho de 2015




O autismo é um transtorno que se manifesta em diferentes níveis de intensidade. Em algum grau, pessoas com autismo apresentam atraso em 3 áreas: comunicação, interação social e comportamento atípico, além de manifestar dificuldades sensoriais e motoras. O cérebro do autista funciona de uma forma diferente, consequentemente, ele tem uma forma diferente de sentir, pensar e reagir aos estímulos que o cercam. 

Crianças típicas recebem muitos estímulos naturalmente, no dia-a-dia, ao serem levadas pela tia ao parquinho, ao brincar com outras crianças, em uma caminhada com a vovó na pracinha...

Por diversos motivos, incluindo a segurança, nossas crianças são constantemente privadas dessas experiências, o que provoca ainda mais a necessidade de estimulação intensa direcionada.

Intenso também passa a ser o trabalho das famílias, que se deslocam entre consultórios de diversas especialidades, muitas vezes com abordagens conflitantes.

É comum ver mães sobrecarregadas com atividades na busca pela abordagem ideal, com malabarismo financeiro para oferecer todas as terapias existentes e com uma carga emocional muito grande que gera relacionamentos desestabilizados.

Toda essa caminhada faz parte do nosso desejo de oferecer o melhor e mais rápido tratamento aos nossos filhos. 

Contudo, a ansiedade nos faz deixar de lado, inconscientemente, a parte mais importante e fundamental: o fortalecimento do relacionamento com a criança autista.

Mais importante que identificar as letras, dizer palavras soltas, enfileirar os números, identificar a figura com rosto feliz ou triste... mais importante que adquirir conteúdo curricular ou atingir metas nas terapias ou atividades, é estabelecer o vínculo emocional e para isso a criança autista precisa da nossa ajuda.

Não são necessárias técnicas rebuscadas. As brincadeiras infantis promovem experiências sensoriais e motoras que nos auxiliam a fazer conexões físicas e emocionais, entre criança e adulto. 

São nesses momentos que nossos olhares irão se encontrar. São nesses momentos que a criança vai ter experiências prazerosas com a interação social. São neles que a criança vai perceber o significado das expressões faciais. É nessa experiência que a criança aprende a solicitar a presença do adulto.

Também são nesses momentos em que nós mães somos nutridas emocionalmente por nossos filhos, através da troca que existe durante a brincadeira. Isso nos fortalece, revigora, recarrega.

Na brincadeira, nos divertimos juntos, comemoramos juntos e juntos nos alegramos. Compartilhamos experiências enriquecedoras.

Além disso tudo, que vejo como pré-requisito para a aprendizagem dos conteúdos formais, as brincadeiras ainda podem ensinar de forma prazerosa, já que pode ser divertida e sem a cobrança constante de resposta.

Através da brincadeira, conectamos a criança a nós, fortalecemos o relacionamento. Esse vínculo entre a criança e os pais, gera segurança e a partir do momento em que nossos filhos se sentem seguros, é que podemos apresentar o mundo a eles. O relacionamento seguro é a base para o desenvolvimento infantil.

Nós mães, precisamos repensar nossas relações e a forma como estamos investindo nossas energias. Minha sugestão é: vamos mergulhar nos relacionamentos e a vida ficará mais leve para nós e para nossos filhos.

Texto escrito especialmente para a Revista Pequeninos

"Pais amorosos, filhos felizes"

no dia 9 de junho de 2015




Mais do que um livro sobre educação de filhos, “Pais amorosos, filhos felizes”, traz um conteúdo muito profundo que nos faz olhar para o relacionamento entre pais/mães e filhos de uma forma transformadora, nos levando a uma nova maneira de amar.

Com muita sensibilidade, Jeannie Cunnion nos leva de volta à reflexão a respeito da graça de Deus derramada sobre nós e da intimidade relacional que essa graça nos permite desenvolver. A autora traça um paralelo com o relacionamento familiar, mostrando-nos que a graça que se manifestou sobre nós é o padrão pelo qual devemos nos relacionar com nossos filhos.

Em um mundo imperfeito em que mães e pais são marcados pela pressão para serem perfeitos e criarem filhos perfeitos, descobrimos que não é o desempenho de um pai ou de uma mãe com seus próprios recursos que transformam o coração da criança.

Quem nunca se cobrou perguntando “o que mais eu preciso fazer para formar um caráter cristão em meu filho e para que ele saiba tomar as decisões que Jesus tomaria em seu lugar?”

A boa notícia é que não são os seus recursos finitos os responsáveis por moldar o coração do seu filho ou mesmo o seu. Essa é uma função da infinita graça de Deus.

Nós pais, somos os recipientes da graça e um reflexo do amor de Deus. Desta forma nosso objetivo como mãe deve ser o de ajudar nossos filhos a cultivar um relacionamento íntimo
com Jesus. Essa é a nossa parte: permitir que o amor transformador e incondicional de Deus seja o fundamento de como nos conduzir e amar nossos filhos.

Este livro não é apenas sobre como se relacionar e educar os filhos, mas antes de tudo, é sobre como nos relacionamos e aceitamos o amor de Deus.

Não é mais um livro sobre educação de filhos... é sobre compreender a graça, por meio de experiências familiares, permitindo assim que seus filhos saibam que eles são totalmente aceitos por Deus, não por causa de qualquer coisa que eles façam ou deixem de fazer, mas por causa de tudo o que Jesus já fez por eles.

"Saber que são totalmente conhecidos e totalmente amados permite que nossos filhos vivam a liberdade e a plenitude do amor incondicional de Jesus por eles sem o fardo da perfeição, do desempenho e do fingimento."


Fiquei muito envolvida durante a leitura deste livro e confesso que a autora conseguiu mexer com algumas estruturas dentro de mim. Desde então, tenho repensado minhas atitudes como mãe no cotidiano com meus filhos. Por isso, deixo aqui minha indicação de leitura para quem quiser repensar sobre paternidade/maternidade.

"Pais amorosos, filhos felizes" de Jeannie Cunnion, foi publicado no Brasil pela editora Thomas Nelson Brasil. E é aprovado pelo MOPS Brasil

A autora Jeannie Cunnion é mãe de três meninos, tem mestrado em Ação Social, e sua experiência inclui aconselhamento, palestras e textos sobre criação de filhos. Ela também integra o conselho da Igreja da Trindade em Greenwich (EUA), onde lidera grupos de pais e estudos bíblicos.
Para saber mais sobre Jeannie, visite http://jeanniecunnion.com/


MOMcon Brasil 2015

no dia 15 de maio de 2015


Um pouquinho do MOMcon para vocês!





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