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sábado, 20 de dezembro de 2014

Marmitinhas de Natal


As marmitinhas decoradas com tecido e recheadas de gostosuras caseiras são ótimas opções de mimos para presentear em qualquer época do ano, mas no final de ano, acho que tem um toque especial.

Há sabores e aromas que combinam com essa época e quando somados ao carinho e a criatividade na forma como decorar a marmitinha, fica um presente mais que charmoso.

marmitinhas de bolo de natal receitas

marmitinhas de natal receitas bolo

Você decora as tampinhas colando (cola branca rótulo azul ou mesmo cola em bastão) um pedaço de tecido na parte branca da tampa. Você ainda pode decorar sobrepondo recortes de tecido em forma de desenho ou outra coisa que sua imaginação e gosto permitirem. Depois higieniza o lado brilhante que ficará na parte interna.
Unte e e enfarinhe a marmita da mesma forma como você faz com a sua fôrma de bolo e coloque a massa, preenchendo metade do espaço. Coloque dentro de uma fôrma de alumínio, para facilitar o manuseio e evitar que o bolo queime no fundo, e leve para assar.

Se preferir, você pode preencher sua marmitinha decorada com biscoitinhos de todos os tipos, ao invés de bolo.

Abaixo, listei os links de várias receitinhas que considero a cara do Natal:


Bolo de Banana, Passas e Canela

Bolo de Banana (ou laranja, ou maçã...)

Bolo Integral de Maçã

Bolo de Maçã (light/diet)

Bolo de Laranja e Nozes

Biscoitinhos

Coffe Cake (com farofa) esse é o que está na foto. Uma receita dá duas marmitinhas de 1125ml.

Cinnamon Roll

Cookies (com mistura para bolo)

marmitinhas de natal receitas bolo


Espero que aproveite para presentear seus queridos ou até mesmo para vender!

Um abraço! :)



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Thanksgiving. E eu com isso?


História

Após um rigoroso inverno com mortes e más colheitas, imigrantes cristãos/protestantes que estavam nos EUA, semearam em fé pedindo a Deus que abençoasse a colheita.A colheita foi farta e os imigrantes, juntamente com os indígenas locais, celebraram com uma farta refeição.  Desde então, as famílias e os amigos reservam este dia para se reunirem em volta da mesa, com muita comida típicas (peru, pato, torta de abóbora, etc), realizam orações e reflexões sobre gratidão a Deus pela provisão.

Aqui no Brasil, não temos esse feriado e nem a prática (salvo em algumas famílias), de fazer tal celebração. Por motivos óbvios, não é a nossa história, realmente não temos nada a ver com isso. Contudo, acredito que seja uma boa oportunidade para refletirmos sobre a atitude da gratidão. Já que a influência americana em nosso país é grande, vamos aproveitar o que há de melhor!


Gratidão na abundância
É com tranquilidade e alegria que expressamos gratidão quando os tempos são bons.

Agradecemos pela farta opção de sabores exposta em nossa mesa. Rimos ao final de uma rápida oração de agradecimento “por todos os alimentos, amém!” e nos apressamos em compartilhar sabores, cores e aromas, sabendo que ao final, estaremos tão satisfeitos.

Ao anoitecer, fazemos uma oração ao lado da cama de cada filho. Com alegria e paz (às, vezes até uma sensação de alívio!), agradecemos pelo dia de aula e por termos cada um com saúde em sua cama aconchegante, com aquele cheirinho de família pela casa.

Como casal, agradecemos juntos pelo trabalho, pelas conquistas, pelas necessidades atendidas, pelo bom relacionamento e dormimos abraçados (ok, nem sempre!).

Como isso tudo é bom!

Somos gratos a Deus, pois sabemos que tudo vem Dele e agradecer faz todo sentido, quando a “abundância” é clara naquilo que é visível.


Gratidão na falta de beleza aparente
Contudo, nossa vida não é um comercial de margarina. Ploft!

Vamos, falar daqueles “cenários” aparentemente sem beleza. Pense na realidade do seu dia-a-dia como mãe, esposa, dona-de-casa... Visualizou?

Calma! A casa não caiu e eu prometo não estragar nossa reflexão.

Também podemos ser gratas...

... pela pia cheia de louça para lavar, que nos lembra que acabamos de ter a família reunida ao redor da mesa para um jantar preparado por você.

...pela comida mofada que você encontrou no fundo da geladeira, que mais parece um experimento científico do seu filho, pois te lembra que o alimento não está faltando.

...pelo armário de roupas a ser organizado, que te lembra que as crianças estão crescendo, escolhendo sozinhas a camiseta na gaveta (óh, céus!) e ficando com as calças cada vez mais curtas.


...pela casa para limpar, pois as pegadas marrons pelo chão branco da cozinha, te fazem lembrar que seu filho pode jogar bola e brincar de pega-pega com os amigos e isso faz tão bem! As marcas de mãos sujas na parede, te lembram que seu filho está um rapazinho que quer se equilibrar no skate, mas ainda precisa de apoio.

...pelo banheiro para lavar, que te faz lembrar que seu filho mais velho pode tomar banho sozinho. Os pingos de xixi que não te deixam esquecer que o filho mais novo está tendo sucesso no processo de desfralde, mesmo com um diagnóstico médico tão complicado.

...pelos horários malucos (ou que te deixam maluca!), das atividades escolares, aulas extras, terapias de todos os tipos, tão importantes para o desenvolvimento dos meninos.

...pelo choramingo que te acorda no meio da madrugada, que te lembra que alguém precisa sentir segurança e que só o seu carinho pode transmitir. Te lembra ainda que, assim como você responde com seu afago, Deus também sempre está com os braços abertos para te acolher.

...pela voz que te acorda bem cedinho no sábado: “Mãe, levanta! Já são 7:30 e hoje é sábado!!!” ... para te lembrar de tudo o que está por traz daquela expressão que você acha tão linda e compartilha nas redes sociais: “Carpe diem!”.

Gratidão na falta de beleza
Mas e quando o cenário é outro? Eventualmente, passamos por situações de vida bem complicadas, mas inerentes à condição humana. A vida é cheia de momentos que nos abalam.

Quando em sua mesa há apenas um prato de fubá, para uma única refeição.

Quando sua única calça já não tem cor definida.

Quando você sabe literalmente o que antes era apenas uma expressão banal “precisava ir ao mercado, não tenho nada da geladeira e na despensa".

Quando seu filho tem um diagnóstico humanamente imutável.

Quando você começa a ficar de olho nos “recicláveis” das calçadas, pois o único berço que você poderá oferecer ao seu filho, é uma caixa de sapatos e você gostaria muito de encontrar uma caixa nova de botas.

Quando você tem um sangramento e os médicos dizem para você aguardar mais uma semana para fazer o ultrassom, pois provavelmente “não há mais vida em seu útero”.

Quando seu filho tira do bolso algumas sementes de maçãs, que comeu na escola, levanta em direção da luz e diz: “cresce sementinha, aproveita essa luz e vira uma árvore, assim o papai não vai precisar comprar maçãs.”

Quando seu relacionamento com o marido está seco e parece sem solução.

Quando você dorme no hospital e o único cheiro que sente é o de ...hospital!

Quando falta o carro, falta o dinheiro, falta a festa, falta a beleza da fartura...

São nessas situações que somos capazes de expressar um tipo de gratidão que não seria possível de outra forma.

Mesmo quando as circunstâncias e esperanças terrenas são afetadas, nossa esperança no que é eterno nunca será perdida. Continuamos a dar graças, não pelo problema, mas porque sabemos que há alguém que sempre está conosco. Mesmo que não haja a mesa farta, a provisão do que realmente precisamos, chega, às vezes da forma mais inesperada.  

A alegria e gratidão não estão diretamente ligadas ao padrão/conceito de prosperidade da sociedade. Não são consequências diretas das bênçãos visíveis ou dos bens materiais.

Nossa gratidão é por tudo o que Deus é. Ele é nossa plenitude. A nossa vida transborda da graça e misericórdia de um Deus eterno e fiel ao Seu próprio caráter, transborda porque há sempre mais do que pedimos ou podemos imaginar. Ele é suficiente em si mesmo.

A nossa gratidão é constante, porque a Sua graça é infinita e permanente. Dele transborda a graça e de nós a gratidão.

Obrigada, Deus! Muito obrigada pela oportunidade de depender totalmente do Senhor! Que eu seja uma mãe que se alegra na bondade do Senhor, dando graças em todas as estações da vida. Amém!

Versículos para estudar mais a respeito: Salmo 23:1-6, Salmo 105:1-5, 1 Crônicas 29:10-13, Habacuque 3:17:19, 1 Pedro 4:12-19, 2 Coríntios 4:16-18, Salmo 9:1, Romanos 5:1-5.

PS: Todos os exemplos citados no texto foram testados por mim! :)

Outro post sobre gratidão e vida real, você pode ler AQUI.





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre: abrir as mãos, soltar as pedras e estender os braços.


Sobre: abrir as mãos, soltar as pedras e estender os braços... ou simplesmente, sobre uma vida mais leve!


Precisamos abrir nossas mãos e soltar as pedras que temos para atirar ao fazermos nossos julgamentos.

Com as mãos vazias, mas o coração cheio de compaixão, precisamos repensar nossas atitudes e perguntar a nós mesmos: o que posso fazer para ajudar? Quais atitudes práticas posso ter no dia-a-dia que irão amenizar as dificuldades do meu próximo?

Neste caso específico, estou falando das famílias de pessoas com necessidades de cuidados especiais e/ou com deficiências.

Temos visto nos noticiários, vários casos de problemas muito sérios (homicídio, suicídio, abandono, desestrutura emocional...) presentes em algumas dessas famílias.

Meu coração se compadece e fica apertado quando penso na criança, no que ela está passando, sentindo, vivenciando. É triste demais, é sofrido demais, é injusto demais!

Mas, meu coração também fica apertado quando penso nos pais, muitas vezes sem informações, sem apoio, sem estrutura, totalmente perdidos no caminho.

De forma alguma, quero justificar as atitudes e decisões dos pais, quero apenas uma pausa para soltar as pedras e repensar algumas coisas.

Parece clichê, mas é verdade: só quem vive, sabe a dificuldade que é. Dificuldades em todos os níveis: físico, mental, emocional. É uma pressão e um cansaço sem fim e que não passa com uma noite de sono.
Mas, que no entanto, podem ser amenizados quando se tem apoio. Apoio familiar, apoio de terapeutas, apoio de amigos, apoio de conselheiro espiritual, apoio de vizinhos, apoio...

Não se trata apenas de respeito, mas sim de apoio PRÁTICO, no dia-a-dia. E, não! Não estou pedindo muito, apenas que possamos olhar para o próximo e ajudar no que estiver ao nosso alcance.

Pais de filhos com necessidades especiais de cuidados e/ou com deficiência, trilham um caminho muito diferente comparado ao de outros com crianças típicas. Muitas vezes, nos sentimos isolados do mundo e das pessoas.

O governo tem sua responsabilidade a cumprir, através de políticas públicas. A sociedade tem o seu papel a cumprir em diversos setores. E nós, como seres humanos, também temos nossa responsabilidade individual.

Dá para sorrir todos os dias para sua vizinha, mãe de autista, mesmo que ela esteja com aquela cara meio "amarga", após noites sem dormir (a cara "amarga" não é para você, é a penas reflexo de momentos que ela tem vivido).

Dá para auxiliar uma mãe que você nem conhece, mas que foi ao supermercado com o filho que tem mobilidade reduzida e precisa carregar o filho, a bolsa, a cadeira de rodas e as sacolas das compras, mesmo depois de um dia em que ela correu tanto com as terapias e nem teve tempo de almoçar.

Dá para tomar um café com a sua amiga, mãe de uma adolescente com deficiência, sem ter vergonha de permanecer na padaria com uma garota de 15 anos que ainda bába e usa fraldas, mas que adora um pão-de-queijo, adora ver pessoas e estar acompanhada.

Dá para acompanhar sua amiga ao cabeleireiro e ficar de "babá" na sala de espera, distraindo o filho dela de 8 anos que tem TDHA. Sem essa ajuda, sua amiga pode ficar meses e meses sem ao menos cortar o cabelo.

Dá para cumprimentar e buscar interagir com toda e qualquer criança com deficiência que você encontrar, principalmente com aquelas com as quais você convive, seja no seu bairro, na igreja, em sua comunidade, no portão da escola do seu filho. Você pode olhar além do diagnóstico, além da aparência. Garanto que você verá uma criança com personalidade sem deficiência.

Dá para passar duas ou três horas assistindo desenho animado ou brincando com o filho especial dos seus amigos e deixar claro para aquele casal que aquela noite é só deles, que eles podem sair para jantar e ter um momento romântico como eles não têm há anos.

Dá para incentivar seus filhos a interagir com crianças que têm algumas necessidades diferentes das delas, mas também tem outras bem idênticas, como as de brincar, de ter amigos e de se sentirem aceitas.

Você não tem que ser uma palestrante, terapeuta, ou líder de um famoso ministério ou organização, para fazer a diferença na vida de outra pessoa.

Você só precisa ter os olhos abertos para enxergar a família e, sem pedras, fazer uma leitura do que ela vivencia. O coração aquecido e sensível para perceber quais são as necessidades. Os braços abertos, para agir.

Você não precisa ser um especialista no diagnóstico do filho dos seus amigos. Você não precisa ter todas as respostas. Basta mostrar que você se importa e está lá!

Você pode até não acreditar, mas é esse tipo de atitude SUA que vai ajudá-los a respirar um pouco mais fácil!


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domingo, 11 de maio de 2014

No quadro: Pessoas que inspiram, da Elaine Gaspareto.

Mais do que nunca, posso dizer que minha vida é um blog aberto! 

Neste dia das mães recebi essa homenagem da blogueira e amiga Elaine Gaspareto: a publicação de um texto muito pessoal, escrito há algum tempo, mas que resume minha vida e minha forma de viver.

Confesso que fiquei constrangida quando ela me pediu para escrever (há muito tempo) e mais ainda quando vi a forma como ela me apresentou, as fotos que ela escolheu...
Se você quiser me conhecer um pouquinho mais, dá uma passadinha lá. É só clicar na imagem abaixo.



Feliz dia das mães para você!



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