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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Thanksgiving. E eu com isso?


História

Após um rigoroso inverno com mortes e más colheitas, imigrantes cristãos/protestantes que estavam nos EUA, semearam em fé pedindo a Deus que abençoasse a colheita.A colheita foi farta e os imigrantes, juntamente com os indígenas locais, celebraram com uma farta refeição.  Desde então, as famílias e os amigos reservam este dia para se reunirem em volta da mesa, com muita comida típicas (peru, pato, torta de abóbora, etc), realizam orações e reflexões sobre gratidão a Deus pela provisão.

Aqui no Brasil, não temos esse feriado e nem a prática (salvo em algumas famílias), de fazer tal celebração. Por motivos óbvios, não é a nossa história, realmente não temos nada a ver com isso. Contudo, acredito que seja uma boa oportunidade para refletirmos sobre a atitude da gratidão. Já que a influência americana em nosso país é grande, vamos aproveitar o que há de melhor!


Gratidão na abundância
É com tranquilidade e alegria que expressamos gratidão quando os tempos são bons.

Agradecemos pela farta opção de sabores exposta em nossa mesa. Rimos ao final de uma rápida oração de agradecimento “por todos os alimentos, amém!” e nos apressamos em compartilhar sabores, cores e aromas, sabendo que ao final, estaremos tão satisfeitos.

Ao anoitecer, fazemos uma oração ao lado da cama de cada filho. Com alegria e paz (às, vezes até uma sensação de alívio!), agradecemos pelo dia de aula e por termos cada um com saúde em sua cama aconchegante, com aquele cheirinho de família pela casa.

Como casal, agradecemos juntos pelo trabalho, pelas conquistas, pelas necessidades atendidas, pelo bom relacionamento e dormimos abraçados (ok, nem sempre!).

Como isso tudo é bom!

Somos gratos a Deus, pois sabemos que tudo vem Dele e agradecer faz todo sentido, quando a “abundância” é clara naquilo que é visível.


Gratidão na falta de beleza aparente
Contudo, nossa vida não é um comercial de margarina. Ploft!

Vamos, falar daqueles “cenários” aparentemente sem beleza. Pense na realidade do seu dia-a-dia como mãe, esposa, dona-de-casa... Visualizou?

Calma! A casa não caiu e eu prometo não estragar nossa reflexão.

Também podemos ser gratas...

... pela pia cheia de louça para lavar, que nos lembra que acabamos de ter a família reunida ao redor da mesa para um jantar preparado por você.

...pela comida mofada que você encontrou no fundo da geladeira, que mais parece um experimento científico do seu filho, pois te lembra que o alimento não está faltando.

...pelo armário de roupas a ser organizado, que te lembra que as crianças estão crescendo, escolhendo sozinhas a camiseta na gaveta (óh, céus!) e ficando com as calças cada vez mais curtas.


...pela casa para limpar, pois as pegadas marrons pelo chão branco da cozinha, te fazem lembrar que seu filho pode jogar bola e brincar de pega-pega com os amigos e isso faz tão bem! As marcas de mãos sujas na parede, te lembram que seu filho está um rapazinho que quer se equilibrar no skate, mas ainda precisa de apoio.

...pelo banheiro para lavar, que te faz lembrar que seu filho mais velho pode tomar banho sozinho. Os pingos de xixi que não te deixam esquecer que o filho mais novo está tendo sucesso no processo de desfralde, mesmo com um diagnóstico médico tão complicado.

...pelos horários malucos (ou que te deixam maluca!), das atividades escolares, aulas extras, terapias de todos os tipos, tão importantes para o desenvolvimento dos meninos.

...pelo choramingo que te acorda no meio da madrugada, que te lembra que alguém precisa sentir segurança e que só o seu carinho pode transmitir. Te lembra ainda que, assim como você responde com seu afago, Deus também sempre está com os braços abertos para te acolher.

...pela voz que te acorda bem cedinho no sábado: “Mãe, levanta! Já são 7:30 e hoje é sábado!!!” ... para te lembrar de tudo o que está por traz daquela expressão que você acha tão linda e compartilha nas redes sociais: “Carpe diem!”.

Gratidão na falta de beleza
Mas e quando o cenário é outro? Eventualmente, passamos por situações de vida bem complicadas, mas inerentes à condição humana. A vida é cheia de momentos que nos abalam.

Quando em sua mesa há apenas um prato de fubá, para uma única refeição.

Quando sua única calça já não tem cor definida.

Quando você sabe literalmente o que antes era apenas uma expressão banal “precisava ir ao mercado, não tenho nada da geladeira e na despensa".

Quando seu filho tem um diagnóstico humanamente imutável.

Quando você começa a ficar de olho nos “recicláveis” das calçadas, pois o único berço que você poderá oferecer ao seu filho, é uma caixa de sapatos e você gostaria muito de encontrar uma caixa nova de botas.

Quando você tem um sangramento e os médicos dizem para você aguardar mais uma semana para fazer o ultrassom, pois provavelmente “não há mais vida em seu útero”.

Quando seu filho tira do bolso algumas sementes de maçãs, que comeu na escola, levanta em direção da luz e diz: “cresce sementinha, aproveita essa luz e vira uma árvore, assim o papai não vai precisar comprar maçãs.”

Quando seu relacionamento com o marido está seco e parece sem solução.

Quando você dorme no hospital e o único cheiro que sente é o de ...hospital!

Quando falta o carro, falta o dinheiro, falta a festa, falta a beleza da fartura...

São nessas situações que somos capazes de expressar um tipo de gratidão que não seria possível de outra forma.

Mesmo quando as circunstâncias e esperanças terrenas são afetadas, nossa esperança no que é eterno nunca será perdida. Continuamos a dar graças, não pelo problema, mas porque sabemos que há alguém que sempre está conosco. Mesmo que não haja a mesa farta, a provisão do que realmente precisamos, chega, às vezes da forma mais inesperada.  

A alegria e gratidão não estão diretamente ligadas ao padrão/conceito de prosperidade da sociedade. Não são consequências diretas das bênçãos visíveis ou dos bens materiais.

Nossa gratidão é por tudo o que Deus é. Ele é nossa plenitude. A nossa vida transborda da graça e misericórdia de um Deus eterno e fiel ao Seu próprio caráter, transborda porque há sempre mais do que pedimos ou podemos imaginar. Ele é suficiente em si mesmo.

A nossa gratidão é constante, porque a Sua graça é infinita e permanente. Dele transborda a graça e de nós a gratidão.

Obrigada, Deus! Muito obrigada pela oportunidade de depender totalmente do Senhor! Que eu seja uma mãe que se alegra na bondade do Senhor, dando graças em todas as estações da vida. Amém!

Versículos para estudar mais a respeito: Salmo 23:1-6, Salmo 105:1-5, 1 Crônicas 29:10-13, Habacuque 3:17:19, 1 Pedro 4:12-19, 2 Coríntios 4:16-18, Salmo 9:1, Romanos 5:1-5.

PS: Todos os exemplos citados no texto foram testados por mim! :)

Outro post sobre gratidão e vida real, você pode ler AQUI.





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre: abrir as mãos, soltar as pedras e estender os braços.


Sobre: abrir as mãos, soltar as pedras e estender os braços... ou simplesmente, sobre uma vida mais leve!


Precisamos abrir nossas mãos e soltar as pedras que temos para atirar ao fazermos nossos julgamentos.

Com as mãos vazias, mas o coração cheio de compaixão, precisamos repensar nossas atitudes e perguntar a nós mesmos: o que posso fazer para ajudar? Quais atitudes práticas posso ter no dia-a-dia que irão amenizar as dificuldades do meu próximo?

Neste caso específico, estou falando das famílias de pessoas com necessidades de cuidados especiais e/ou com deficiências.

Temos visto nos noticiários, vários casos de problemas muito sérios (homicídio, suicídio, abandono, desestrutura emocional...) presentes em algumas dessas famílias.

Meu coração se compadece e fica apertado quando penso na criança, no que ela está passando, sentindo, vivenciando. É triste demais, é sofrido demais, é injusto demais!

Mas, meu coração também fica apertado quando penso nos pais, muitas vezes sem informações, sem apoio, sem estrutura, totalmente perdidos no caminho.

De forma alguma, quero justificar as atitudes e decisões dos pais, quero apenas uma pausa para soltar as pedras e repensar algumas coisas.

Parece clichê, mas é verdade: só quem vive, sabe a dificuldade que é. Dificuldades em todos os níveis: físico, mental, emocional. É uma pressão e um cansaço sem fim e que não passa com uma noite de sono.
Mas, que no entanto, podem ser amenizados quando se tem apoio. Apoio familiar, apoio de terapeutas, apoio de amigos, apoio de conselheiro espiritual, apoio de vizinhos, apoio...

Não se trata apenas de respeito, mas sim de apoio PRÁTICO, no dia-a-dia. E, não! Não estou pedindo muito, apenas que possamos olhar para o próximo e ajudar no que estiver ao nosso alcance.

Pais de filhos com necessidades especiais de cuidados e/ou com deficiência, trilham um caminho muito diferente comparado ao de outros com crianças típicas. Muitas vezes, nos sentimos isolados do mundo e das pessoas.

O governo tem sua responsabilidade a cumprir, através de políticas públicas. A sociedade tem o seu papel a cumprir em diversos setores. E nós, como seres humanos, também temos nossa responsabilidade individual.

Dá para sorrir todos os dias para sua vizinha, mãe de autista, mesmo que ela esteja com aquela cara meio "amarga", após noites sem dormir (a cara "amarga" não é para você, é a penas reflexo de momentos que ela tem vivido).

Dá para auxiliar uma mãe que você nem conhece, mas que foi ao supermercado com o filho que tem mobilidade reduzida e precisa carregar o filho, a bolsa, a cadeira de rodas e as sacolas das compras, mesmo depois de um dia em que ela correu tanto com as terapias e nem teve tempo de almoçar.

Dá para tomar um café com a sua amiga, mãe de uma adolescente com deficiência, sem ter vergonha de permanecer na padaria com uma garota de 15 anos que ainda bába e usa fraldas, mas que adora um pão-de-queijo, adora ver pessoas e estar acompanhada.

Dá para acompanhar sua amiga ao cabeleireiro e ficar de "babá" na sala de espera, distraindo o filho dela de 8 anos que tem TDHA. Sem essa ajuda, sua amiga pode ficar meses e meses sem ao menos cortar o cabelo.

Dá para cumprimentar e buscar interagir com toda e qualquer criança com deficiência que você encontrar, principalmente com aquelas com as quais você convive, seja no seu bairro, na igreja, em sua comunidade, no portão da escola do seu filho. Você pode olhar além do diagnóstico, além da aparência. Garanto que você verá uma criança com personalidade sem deficiência.

Dá para passar duas ou três horas assistindo desenho animado ou brincando com o filho especial dos seus amigos e deixar claro para aquele casal que aquela noite é só deles, que eles podem sair para jantar e ter um momento romântico como eles não têm há anos.

Dá para incentivar seus filhos a interagir com crianças que têm algumas necessidades diferentes das delas, mas também tem outras bem idênticas, como as de brincar, de ter amigos e de se sentirem aceitas.

Você não tem que ser uma palestrante, terapeuta, ou líder de um famoso ministério ou organização, para fazer a diferença na vida de outra pessoa.

Você só precisa ter os olhos abertos para enxergar a família e, sem pedras, fazer uma leitura do que ela vivencia. O coração aquecido e sensível para perceber quais são as necessidades. Os braços abertos, para agir.

Você não precisa ser um especialista no diagnóstico do filho dos seus amigos. Você não precisa ter todas as respostas. Basta mostrar que você se importa e está lá!

Você pode até não acreditar, mas é esse tipo de atitude SUA que vai ajudá-los a respirar um pouco mais fácil!


****


domingo, 11 de maio de 2014

No quadro: Pessoas que inspiram, da Elaine Gaspareto.

Mais do que nunca, posso dizer que minha vida é um blog aberto! 

Neste dia das mães recebi essa homenagem da blogueira e amiga Elaine Gaspareto: a publicação de um texto muito pessoal, escrito há algum tempo, mas que resume minha vida e minha forma de viver.

Confesso que fiquei constrangida quando ela me pediu para escrever (há muito tempo) e mais ainda quando vi a forma como ela me apresentou, as fotos que ela escolheu...
Se você quiser me conhecer um pouquinho mais, dá uma passadinha lá. É só clicar na imagem abaixo.



Feliz dia das mães para você!



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Há mais de 5 anos, sou mãe do JM.
Há 5 anos sou mãe do JM, com Agenesia do Corpo Caloso (ACC). Saiba o que é aqui
Há 2 meses sou mãe do JM, com Agenesia do Corpo Caloso e dentro do Espectro do Autismo.
Há mais de 5 anos, continuo sendo... mãe do JM!

Embora por diversas vezes (ora eu, ora o pai), desconfiássemos que o JM tivesse autismo, o diagnóstico precoce foi camuflado pelo comprometimento neurológico pré-existente.
Há ainda a possibilidade de que os sintomas sejam consequências da ACC, pois os comprometimentos gerados pela  ACC e pelo Autismo, são praticamente os mesmos.
O que importa é que agora temos uma visão mais ampla e um planejamento mais preciso, para oferecer ao JM as melhores condições para que ele tenha a chance de desenvolver tudo o que ele pode.




O dia 02 de Abril, foi decretado pela ONU (União das Nações Unidas), como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
A cor escolhida para representar a campanha é a azul, devido a proporção de 4 meninos para 1 menina com o diagnóstico.

Neste dia, as pessoas vestem uma peça de roupa na cor azul, a fim de manisfestar apoio e instigar a curiosidade das pessoas.
Claro que o simples fato de vestir uma camiseta azul, não muda em nada a vida daqueles que estão no espectro autista, mas imagine uma pessoa desinformada que se depara com várias pessoas vestidas de azul ao longo do dia, ela certamente ficará curiosa e em algum momento irá questionar. Pronto! Está aberta uma porta de comunicação com a sociedade ao redor, um meio de informar.

Não é um dia de comemoração, é mais um dia de luta, em que todos se unem no objetivo de divulgar, " conscientizar a sociedade a respeito desta complexa síndrome, para que haja mais suspeita, mais diagnóstico, mais tratamento, mais respeito e menos preconceito." (Revista Autismo)

O TEA ou Autismo
- É um transtorno do desenvolvimento (Transtorno do Espectro Autista - TEA), que afeta o desenvolvimento em três importantes áreas: comunicação, interação e comportamento.
- Não há autistas iguais, por isso é que se diz que uma pessoa está dentro do "espectro do autismo". Há vários níveis de comprometimento.
- Há 1 autista em cada 68 crianças com 8 anos de idade . Estima-se que no Brasil, há mais de 2 milhões de pessoas com autismo.
- Não se sabe a causa.
- Não é uma doença.
- Não há cura para o autismo, mas há tratamento e ele é muito importante.

Eu poderia tentar passar mais informações neste post, no entanto, sou novata no assunto e nem saberia sistematizar o pouco de conhecimento que tenho adquirido. Por isso, vou encerrar com uma mensagem de quem entende do assunto. Se você já se esqueceu de tudo o que eu escrevi acima, tudo bem. Peço, entretanto, que preste muita atenção e leve consigo a mensagem abaixo, é o que mais importa.
"As pessoas com autismo não querem viver isoladas, elas precisam, assim como cada um de nós, do convívio e do compartilhamento com outras pessoas. Ajudá-las e desenvolver a corregulação emocional, o compartilhamento de sentimentos, a ampliação da alegria, dividir suas incertezas e angústias, ter um guia para descobrir o mundo são metas a serem seguidas, para que as pessoas com autismo e suas famílias tenham uma melhor qualidade de vida." 
"As pessoas com autismo e suas famílias precisam de uma sociedade inclusiva, livre de julgamentos e repleta de compaixão, solidariedade, respeito e amizades, assim como eu, você e seus filhos!" (Marie Dion, Uma voz para o autismo")
Uma mensagem para as mães: em meio a tantos métodos, tipos de tratamentos, orientações e uma avalanche de informações, expresse seu amor ao seu filho acima de tudo. Você é a melhor mãe do mundo para ele!


Assista ao vídeo da Campanha Amais SP pelo dia 2 de abril - Dia da Conscientização do Autismo.

Respeite a diversidade: Cada um vive seu luto e sua luta à sua maneira.



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