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Nutrição emocional de mãe e filho

13.2.2017

O autismo é um transtorno que se manifesta em diferentes níveis de intensidade. Em algum grau, pessoas com autismo apresentam atraso em 3 áreas: comunicação, interação social e comportamento atípico, além de manifestar dificuldades sensoriais e motoras. O cérebro do autista funciona de uma forma diferente, consequentemente, ele tem uma forma diferente de sentir, pensar e reagir aos estímulos que o cercam. 

 

Crianças típicas recebem muitos estímulos naturalmente, no dia-a-dia, ao serem levadas pela tia ao parquinho, ao brincar com outras crianças, em uma caminhada com a vovó na pracinha...

 

Por diversos motivos, incluindo a segurança, nossas crianças são constantemente privadas dessas experiências, o que provoca ainda mais a necessidade de estimulação intensa direcionada.

 

Intenso também passa a ser o trabalho das famílias, que se deslocam entre consultórios de diversas especialidades, muitas vezes com abordagens conflitantes.

 

É comum ver mães sobrecarregadas com atividades na busca pela abordagem ideal, com malabarismo financeiro para oferecer todas as terapias existentes e com uma carga emocional muito grande que gera relacionamentos desestabilizados.

 

Toda essa caminhada faz parte do nosso desejo de oferecer o melhor e mais rápido tratamento aos nossos filhos. 

 

Contudo, a ansiedade nos faz deixar de lado, inconscientemente, a parte mais importante e fundamental: o fortalecimento do relacionamento com a criança autista.

 

Mais importante que identificar as letras, dizer palavras soltas, enfileirar os números, identificar a figura com rosto feliz ou triste... mais importante que adquirir conteúdo curricular ou atingir metas nas terapias ou atividades, é estabelecer o vínculo emocional e para isso a criança autista precisa da nossa ajuda.

 

Não são necessárias técnicas rebuscadas. As brincadeiras infantis promovem experiências sensoriais e motoras que nos auxiliam a fazer conexões físicas e emocionais, entre criança e adulto. 

 

São nesses momentos que nossos olhares irão se encontrar. São nesses momentos que a criança vai ter experiências prazerosas com a interação social. São neles que a criança vai perceber o significado das expressões faciais. É nessa experiência que a criança aprende a solicitar a presença do adulto.

 

Também são nesses momentos em que nós mães somos nutridas emocionalmente por nossos filhos, através da troca que existe durante a brincadeira. Isso nos fortalece, revigora, recarrega.

 

Na brincadeira, nos divertimos juntos, comemoramos juntos e juntos nos alegramos. Compartilhamos experiências enriquecedoras.

 

Além disso tudo, que vejo como pré-requisito para a aprendizagem dos conteúdos formais, as brincadeiras ainda podem ensinar de forma prazerosa, já que pode ser divertida e sem a cobrança constante de resposta.

 

Através da brincadeira, conectamos a criança a nós, fortalecemos o relacionamento. Esse vínculo entre a criança e os pais, gera segurança e a partir do momento em que nossos filhos se sentem seguros, é que podemos apresentar o mundo a eles. O relacionamento seguro é a base para o desenvolvimento infantil.

 

Nós mães, precisamos repensar nossas relações e a forma como estamos investindo nossas energias. Minha sugestão é: vamos mergulhar nos relacionamentos e a vida ficará mais leve para nós e para nossos filhos.

 

Texto escrito em Junho/2015, para a Revista Pequeninos, baseado em aprendizagens do

 AT EASE

 

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Alessandra Rigazzo

Intencional até nas pequenas coisas