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Comfort Food - sabores e emoções

15.2.2017

"A comida do coração ou comfort food  virou tendência de uns tempos para cá nos Estados Unidos, onde é conhecida também por pleasant food (comida prazerosa). São pratos que nos remetem à tenra infância, associados a aromas e sabores que nos fazem viajar no tempo e dão a sensação de segurança emocional, mesmo que por alguns momentos e de forma inconsciente."

 

 

 

 Ao ler sobre isso, lembrei-me dos programas de culinária  The Delicius Miss Dahl que marido e eu gostamos muito. Enquanto cozinha,  Sophie Dahl está sempre se lembrando de sua infância e de experiências com sua família.... "onde comida e emoção estão fortemente relacionadas".

 

"Cada país - e cada pessoa - tem a sua comfort food. Pode variar de acordo com a época e o lugar em que se viveu, cercado pela família e amigos de infância. É considerada uma derivação da comida caseira, aquela preparada pela sua mãe ou avó. Lembra?"

 

Goiabada, brigadeiro, bolo nega-maluca, leite condensado cozido, canjica, lasanha, polenta, bolinho de arroz, sopa, pão caseiro, pastel, sorvete, banana com aveia e mel, pão com manteiga, doce de abóbora ...

 

Longe da Zona de Conforto

"Você cresce, casa, muda de emprego, de cidade, de país. É cada vez maior o número de pessoas que se afasta do círculo familiar - zona de conforto - em busca de novas oportunidades."

Com a corrida rotina das cidades grandes e dos montes de atividades que acumulamos, lanches e "comidas de shopping" passam a fazer parte do cardápio de muita gente.

 

Assim, nos distanciamos da comida saudável, acabamos com peso na consciência e temos ainda mais desejo de comer a "comida da mãe". E, quando temos a oportunidade de degustar um preparo que nos remete à infância, comemos até não aguentar mais". Não é?

 

Equilíbrio até no prazer

"O ato de comer preenche espaços, inclusive os do coração. Mata a saudade e engana a angústia."

Finge preencher lacunas da nossa alma.

Craig Hill explica isso muito bem no curso Veredas Antigas.

 

Comer alimenta, sustenta e dá prazer.

Contudo, a "atenção deve ser redobrada, porque o que alimenta a alma nem sempre é bom para o corpo. Para ser saudável, a comida da infância, lugar que fica na memória como símbolo de segurança e força, depende do passado e da memória gustativa de cada um."

 

Aqui penso em alguns fatores que considero importantes:

 

1- A qualidade do alimento que nos proporciona o bem-estar (saudáveis?).

 

2- A quantidade que consumimos ao usar o alimento como fonte de prazer (equilíbrio é importante).

 

3- A importância de aprendermos a lidar com nossas emoções e necessidades (afinal, sabemos muito bem que comer não traz a solução para os problemas, apenas mascara).

 

4- Quais sabores e experiências estamos proporcionando aos nossos filhos? Qual será a "comfort food" dos nossos filhos quando eles forem adultos? 

 

"O lado excelente desse gênero de comida é a possibilidade de resgatar alimentos naturais e saudáveis que há muito foram esquecidos ou trocados pelos industrializados. Como os sucos naturais, as frutas da "fazenda", bolos que podem ser incrementados com aveia ou uva-passa", diz sabiamente a nutricionista Luciana Costa.

 

E você, já pensou sobre isso?

Quais alimentos fazem parte da sua "comfort food"? 

 

fontes: aqui aqui

 

Atualizado com parte do excelente e-mail que recebi de uma querida leitora portuguesa:

(...) Em casa de meus pais na hora das refeições havia sempre muita gente na mesa....Tenho saudades imensas da comida da minha mãe:dos estufados, do arroz, do bacalhau á Gomes de Sá...de tudo que ela fazia. Da casa dos meus avós,tenho saudades,do peixe assado e do Leite Creme. E,da vizinha do lado, tenho saudades, do bife com batatas fritas e da Carne á Jardineira. Quando penso nisso quase consigo os cheiros, não só da comida mas de cada uma das casas, sim porque as casas e as terras têm um cheiro que é especial. E da minha casa,  onde nasci, isso então é melhor nem falar! Como boa portuguesa, que sou, sou uma pessoa que tem a palavra saudade em primeiro lugar, ou não tivesse eu nascido no país do Fado, não é?  M.B.

 

 

 

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Alessandra Rigazzo

Intencional até nas pequenas coisas