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Como tudo começou

20.11.2017

Quero compartilhar com você um pouco sobre como surgiu o planner "Meu plano perfeito", o que ele significa e como usá-lo de forma que você possa aproveitar ao máximo o que ele tem a oferecer. Para isso, vou contar algumas coisas bem pessoais, histórias da minha vida, sentimentos, questionamentos... com textos novos e também com textos que inicialmente iriam para o planner que você tem em mãos, mas acabaram não indo. Talvez eu faça vídeos também, mas não prometo. Se você tem o "Meu plano perfeito" ou se  tem dúvidas se deve adquirir, eu gostaria muito que você se inscrevesse aqui no blog para receber as atualizações e não perder nada. Será um prazer ter sua companhia!!! 

 

 

O caos

 

Imagine a bateria do seu celular com apenas 5% de carga, em pleno meio dia, e você com muito trabalho pela frente, tarefas a realizar, compromissos a cumprir, problemas a resolver com pessoas do outro lado do país, pessoas sob seus cuidados e dependentes da sua orientação e você sem nenhum vislumbre de possibilidade de repassar o trabalho para alguém ou parar em uma cafeteria para recarregar a bateria.

 

Frustrada. Derrotada. Encurralada. Fim da linha.

 

A história acima é apenas uma ilustração, mas era assim que eu me sentia naquele dia. Era como se houvesse um fardo tão pesado sobre mim, uma carga de responsabilidades além do que eu poderia ser capaz de carregar, que o meu corpo franzino se esborrachou no chão e investi os meus 4% de energia restante naquilo que obviamente resolveria todos os meus problemas: chorar!

 

Eu já havia feito tanta coisa, mas não era nem metade de tudo o que ainda restava. Meu dia parecia ter 48 horas. Aquele chão branco da casa que insistia em ficar marrom, a louça que brotava na pia a cada vez que eu olhava para a cozinha, a montanha de roupa que parecia competir com o Everest, a qual meu filho apelidou de “o monstro das roupas”, ele dizia que com as luzes apagadas aquela montanha parecia mesmo um monstro (e ele nem imaginava que aos meus olhos a monstruosidade se mostrava com as luzes acesas mesmo!), meu bebê que tinha um refluxo esofágico muito forte e precisava permanecer no colo por bastante tempo (depois precisou fazer cirurgia), além dos exercícios de estimulação precoce diários devido sua deficiência, o filho mais velho, ainda uma criança pequena precisando de cuidados e atenção, os compromissos com horários de escola e consultas médicas, o circuito cozinha-banheiros-lavanderia uma verdadeira maratona...e no fim do dia...ai, meu Deus! Ainda tinha um marido para chegar e uma família para acolher, alimentar, contar histórias...

 

Então, quando restava apenas 1% (eram 5%, lembra-se?), no que parecia ser o último suspiro, me conectei a fonte.

 

O pedido de socorro

 

“Senhor meu Deus, quero me colocar diante de Ti, prostrar-me aos Teus pés e do Senhor as minhas angústias. Estou aflita e sem o Senhor nada conseguirei fazer. Sinto-me fraca e incapaz, sinto-me só e muito atrapalhada em meus afazeres. Não consigo me organizar, preciso da Tua ajuda e direção. Deus, eu quero muito ser capaz de organizar a minha rotina. Eu preciso ser organizada em meus afazeres, com a minha casa, com as minhas tarefas, com o meu trabalho, com os meus horários... Tenho sido oprimida pela desordem. Preciso de Ti. Preciso das Tuas mãos me direcionando. Senhor, quero manter minha casa limpa e organizada, quero ter um horário equilibrado para conseguir aproveitar o tempo da melhor forma. Quero ser uma boa mãe para meu filho e ter tempo para brincar com ele, cuidar e educa-lo da forma como o Senhor planejou. Preciso da Sua ajuda até mesmo para manter um relacionamento íntimo contigo. Senhor, ensina-me a orar, dá-me as palavras certas. Fortalece-me para que eu tenha comunhão contigo, preciso de forças vindas diretamente do Senhor para manter uma vida devocional. Preciso de Ti. Não te ausentes de mim, ó Deus, Deus meu, apressa-te em socorrer-me (Salmo 71:12).”

 

Essa foi exatamente a oração que fiz naquele dia, transcrita literalmente. Posso afirmar, pq hoje a encontrei em um dos meus diversos caderninhos de anotações.

 

Quando me percebi como uma dona de casa (alguns anos de pois de casada, e digo isso, pq casei-me no mesmo mês em que iniciei a faculdade, de modo que nos primeiros anos de casamento éramos um casal de universitários em período integral, morando em uma kitnet), percebi que a distância entre a minha realidade e a expectativa do que era ser adulto, baseada no que eu lia em livros e revistas sobre organização e decoração no início do casamento, era como daqui até a Lua ida e volta!  Quando me tornei mãe, percebi que a vida não é tão planejável ou precisa como eu achava que seria enquanto sonhava com o futuro. Dentre as imprecisões: filhos adoecem, “inventam” compromissos, você descobre que seu marido também tem uma agenda (oras, os contos de fadas nunca me mostraram que o príncipe também tinha seus planos e interesses!), o cachorro começa a passar mal por ter comido um pedaço do tapete exatamente na hora em que a família está saindo para um compromisso importante,  filhos e marido têm necessidades com as quais você não contava e parece que até o seu próprio corpo resolve participar desse “complot”, te fazendo parar no hospital no meio da madrugada, veja só!

 

Ter uma família é uma grande benção e nem posso imaginar o que seria de mim sem a minha (na verdade, só em escrever isso já me dá uma fraqueza nas pernas, um aperto no coração e um frio na barriga!). Ser mãe é uma experiência maravilhosa e proporcional a sua beleza, é a responsabilidade diante dela.  E mesmo que você não tenha filhos, se você for uma mulher que como eu tenta abraçar o mundo e viver cada dia como se fosse o último, é bem provável que entenda quando digo que a gente acumula tarefas, e antes mesmo que elas estejam concluídas, já estamos pensando nas próximas e, quem sabe, criando novos projetos. Aliás, como diz minha mãe, eu estou sempre “inventando moda” e isso, de certa forma, faz parte de mim.

 

Ficamos tão exaustas, sobrecarregadas e às vezes até mesmo sem rumo andando em círculos no que parece ser o caos. Pode até ser que alguém que frequente a minha casa esteja rindo ao ler esses parágrafos e diga, “Pare de drama, Alê! Nunca vi a sua casa parecendo um caos” ou ainda “Mesmo quando chego sem avisar sua casa está tão organizada!”, como já ouvi de uma amiga. Mas, o que quero dizer é que nem sempre a bagunça é escancarada como naqueles programas do tipo “Chega de bagunça” que passa na TV, nem sempre a desordem é visível (embora muitas vezes ela seja), às vezes, ela diz respeito ao que só eu (e meu marido e filhos, talvez) sei que está sem fazer, o que é importante e está ficando para trás. Há focos de incêndio que tiram a nossa paz e esse é o ponto principal do nosso “ataque”.

 

A resposta

 

“...a minha força brota da sua fraqueza.” (II Coríntios 12:9b)

 

Desde o dia em que fiz aquela “oração da mulher desesperada” e abri o meu coração a Deus expondo todas as minhas dores, fraquezas e necessidades daquela fase em que estava passando, decidi também ficar atenta para o que Deus tinha a me ensinar. Eu falei com Ele, sei que Ele me ouviu e agora queria ouvir a Sua resposta. Sei que há pessoas que passam por experiências sobrenaturais de ouvir a voz de Deus de forma clara como se outro ser humano estivesse conversando com ela. Embora eu acredite que isso possa acontecer, pq Deus fala com a gente da forma como Ele quiser, eu não acho que Ele me daria uma aula de 60 minutos sobre como ser uma dona-de casa mais eficiente. Então, decidi ficar atenta para o que Ele me faria entender a partir dali. Continuei a orar (agora já não tão descabelada), mas também pesquisei, li livros, busquei por imagens inspiradoras de organização e dicas que envolvessem praticidade nas tarefas domésticas e melhor aproveitamento do tempo.

 

Vou te contar uma coisa que talvez você já tenha ouvido em outras circunstâncias mais formais ou “espirituais”: Deus, em sua maravilhosa grandeza e onipotência, se importa com nossas aflições, por mais comuns ou irrelevantes que elas possam parecer para alguém que vê de fora. Ele nos criou e sabe das nossas limitações. Ele nos ama e quer resgatar o nosso coração afundado em uma situação caótica para preencher com a paz que só Ele pode dar.

 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

Mateus 11:28

 

A minha experiência diz que essa verdade se aplica também a nossa vida como dona-de-casa. Tenho convicção de que Deus foi me mostrando o caminho, abrindo meus olhos para aquilo que precisava ser visto, à medida que eu me dispunha a aprender Dele e Nele.   

 

Coloquei meu coração para descansar, me tranquilizar enquanto Deus trabalhava em mim e eu trabalhava em casa.

 

Decidi que a partir de então, duas palavras e práticas andariam juntas na minha vida: intencionalidade e gerenciamento.

 

(continua no próximo post da tag "meu plano perfeito")

 

 

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Alessandra Rigazzo

Intencional até nas pequenas coisas